Apresentando: Capim

Eu acredito muito em energia.

Sabe aquela expressão – “A primeira impressão é a que fica?” Normalmente é assim que as coisas funcionam pra mim. Com a Fernanda da Capim a história quase foi outra.

Nos encontramos em uma tarde, no meio da semana, em uma das Le Pain Quotidiene espalhadas por SP (Le Pain, me patrocina! São muitas reuniões regadas a cappuccinos, haha). Por conta de ser uma região comercial tinham várias pessoas no café e um grupo, em especial, falando muito alto. Eu não consegui entrar na história da Fe e juro que já estava pensando: – “Eu gosto tanto de fazer isso, porque não está tão legal hoje?”. Só sei que depois de alguns minutos tentando absorver a informação o pessoal foi embora. Não sei explicar o que foi isso, parecia que um inseto tinha saído do meu cérebro e depois disso comecei a entender exatamente o negócio e o propósito da Capim. E mais, o quão lindo é esse projeto. Saí de lá renovada, encantada e apaixonada.

O processo de mudança: de advogada a designer

A história é muito parecida com algumas que eu já contei por aqui. Acho que estamos passando por um processo de evolução muito intenso e com ele vêm as dúvidas se estamos realmente no caminho certo, sabe?

A Fe era advogada, sempre amou a profissão, mas quando começou a trabalhar na área se viu com um problema: não gostava de ver as pessoas apenas em situações desconfortáveis, queria vê-las felizes. E quem não fica feliz com um roupinha nova né? Eu admito que fico, haha. E depois de muito pensar resolveu que queria estudar moda.

 

TRABALHAR COM CONFLITOS

X

TRABALHAR COM FELICIDADE

 

Durante o curso a Fe começou a ter um olhar especial para a matéria prima e processos naturais de produção. Isso cresceu naturalmente dentro dela e culminou com o seu trabalho de conclusão de curso onde ela valorizou todos os processos e etapas da produção.

A valorização do manual

Um dia, passeando por uma feira na cidade de Valença-RJ, a Fe encontrou umas bolsas de palha que chamaram sua atenção, eram diferentes das que já tinha visto por aí. Pediu algumas informações e acabou encontrando a responsável pelo trabalho, a Dona Elza.

Peça sendo finalizada pela Fe

A Dona Elza faz isso a vida toda, colhe a matéria prima de banhados, põe a palha para secar e trança uma a uma. Seu trabalho é artesanal, mas pouco valorizado. A Fe trouxe uma nova perspectiva para o negócio, a ideia era produzir bolsas. Mas não apenas bolsas de praia ou sacolas para serem usadas na feira. São bolsas urbanas, estilosas e super atuais. 

O design foi idealizado pela própria Fe, a estrutura de palha é confeccionada pela Dona Elza lá em Valença e depois a bolsa é finalizada novamente pelas mãos da Fe, que dá o toque final para deixar tudo com a cara da Capim.

 

Uma bolsa para a vida

A Capim tem alguns diferenciais que me encantaram muito:

  1. Peças exclusivas – É muito difícil ver uma capim igual a outra, a Fe sempre dá aquele toque exclusivo para cada peça;
  2. Faça do seu jeito – Quer uma Capim diferente das que já viu? Conta pra Fe o que passa na sua cabeça e ela pode fazer uma bolsa especialmente para você.
  3. Enjoou da sua Capim? – Não precisa se desfazer dela, manda a bolsa para a Fe e ela refaz a personalização utilizando a mesma estrutura de palha. Isso não é demais?

 

Pra mim foi um prazer conhecer essa marca e a sua idealizadora também. A Fernanda é uma mulher incrível, forte e com uma vibe muito do bem. O que mais dizer? Vida longa a Capim!! 

Obrigada pelo encontro, Fe! 

Produção: Valença/RJ e São Paulo/SP

Instagram: @c.a.p.i.m

  • Respeito na produção; 
  • Produção artesanal e familiar; 
  • Produção e valorização regional;
  • Materia prima natural e biodegradável; 
  • Possui produtos vegano; 

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